CONTAF

This blog is written by the Applied Arts/ Ceramics undergraduate course staff, at the Federal University of São João del-Rei, Brazil. We'd like to share our experience, our work and research results and, of course, present our place and introduce you our people.



No ano de 2010 o curso de Artes Aplicadas recebeu o CONTAF - Congresso Nacional de Técnicas para as Artes do Fogo, principal evento na área da cerâmica e que foi realizado nas dependências da UFSJ, dias 20, 21 e 22 de outubro.



domingo, 7 de novembro de 2010

Oficinas do Contaf 2010

O Contaf 2010 teve uma intensa programação de oficinas práticas. Eu não consegui ver todas, mas apresento algumas que tive a oportunidade de registrar:
No primeiro dia, a ceramista Lu Leão, de São Paulo, apresentou uma palestra sobre a queima saggar.
O professor Ricardo Minoro e a professora Fernanda Moreira, do SENAI Mário Amato (SP) apresentaram uma palestra sobre Confecção e Esmaltação de Painéis Cerâmicos.

A ceramista Nádia Saad deu um workshop de intervenções em manilhas de barro pré-fabricadas.

Os congressistas puderam trabalhar as manilhas inclusive no torno.

A artista plástica Máyy Kofler, de São Paulo, deu um workshop de técnica de paleteado. Um sucesso!
Acima, Máyy mostra o material didático do workshop.
O ceramista César Barbosa, de São Paulo, deu a oficina "Dominando o Torno".

O artista italiano Giorgio Pacchioni deu uma oficina de modelagem de ocarinas de cerâmica.

Acima, as ocarinas de Giorgio Pacchioni.
O ceramista Maurício Flausino, de São Paulo, deu a oficina "Deformando a Forma - peças quadradas e ovais no torno". Ao fundo, peças de sua autoria.

Detalhe da demonstração de Maurício Flausino.
Fotos: Luciana Chagas.
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Oficinas do Contaf 2010: Forno de papel

O Professor Jean Jacques Armand Vidal ofereceu, no Contaf, uma oficina de construção e queima em forno de papel.
O forno é montado sobre uma base de prateleiras refratárias, sobre as quais são colocadas as peças. Em seguida, monta-se uma estrutura piramidal de madeira e por cima camadas de jornal e argila líquida (barbotina). Deixa-se uma abertura para servir de fornalha.
Marcopolo, estudante de Artes Aplicadas da UFSJ, já havia trabalhado anteriormente com Jean Vidal e tem experiência em fornos de papel.
Lá na Oficina Escola de Cerâmica, a única barbotina que estava disponível já preparada era a porcelana do projeto de extensão das garrafas de azeite.

Por isso esse forno ficou conhecido como "o forno de porcelana"!

Vejam como ficou branquinho! No início da queima, o forno de papel solta bastante fumaça.
Mas no final, o fogo consome o próprio forno. Esta foi uma queima de biscoito.
Fotos: Luciana Chagas
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Oficinas do Contaf 2010: Pit Firing

A ceramista Inês Antonini, de Belo Horizonte, ofereceu uma oficina de Pit firing, técnica de queima alternativa em uma cova.
Pode ser escavada uma cova ou montada uma estrutura de tijolos vermelhos. Inês decidiu-se pelos tijolos. Aqui, a definição do local e a montagem do assoalho.
Inês Antonini e Gêra Queiroga nivelando o piso com areia para o Pit Firing.

A "cova" de tijolos finalizada.

Nina Hole também ajudou Inês Antonini na montagem.

Durante a oficina, Inês orienta os congressistas sobre os sais e materiais a serem inseridos nas peças para efeitos na queima.


Após a queima, as primeiras peças prontas são retiradas.
Inês apresenta em seu catálogo algumas peças que foram queimadas com essa técnica.
Fotos: Luciana Chagas

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sábado, 30 de outubro de 2010

Oficinas do Contaf 2010: Construção de um forno de Cupinzeiro

A professora Zandra Coelho de Miranda apresentou no Contaf uma oficina de construção de forno para cerâmica utilizando um cupinzeiro.
O cupinzeiro obtido é bem grande (aproximadamente 1,50m de altura, além de largo. Foi levado até o pátio dos fornos da Oficina Escola de Cerâmica da UFSJ com o auxílio de um caminhão.
É possível fazer fornos com cupinzeiros menores.
O primeiro passo é serrar a tampa do cupinzeiro. Devido à saliva das térmitas, o barro exterior endurece, ficando resistente à água. Portanto esta é uma operação que exige bastante esforço.
Detalhe do corte da tampa do forno de cupinzeiro.
O cupinzeiro é adequado à construção de fornos porque, além de ser feito de barro, é todo aerado, pois as térmitas cavam galerias dentro dele. Isso torna o material um excelente isolante térmico. Além de ser gratuito, bastando para isso ser escavado do solo e transportado até o local.

Após a retirada da tampa cortada, é hora de delimitar a espessura da parede (aprox. 15 cm) e escavar o interior.
Ele só é duro próximo à casca, por dentro é mais macio de ser ocado. Vejam os furinhos das galerias das térmitas.
Aqui, a professora Zandra terminando de escavar o interior do cupinzeiro.

Há um furo na base, que serve de câmara de combustão (boca de fogo), onde foi colocada uma grelha de metal.

No lado oposto à tampa foi feito um furo, que será a chaminé.

Os congressistas participantes dessa oficina já esmaltaram umas peças, que aguardam junto ao forno para serem carregadas.

Uma vista do interior do forno, com a placa refratária sobre a qual são colocadas as peças.

A professora Zandra acendendo a fornalha para iniciar a queima no forno de cupinzeiro.

O forno, ao final da queima, atingiu mais de 1.000 graus em atmosfera neutra, e a queima durou aproximadamente 5 horas.
Fotos: Luciana Chagas
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domingo, 24 de outubro de 2010

Oficinas do Contaf 2010: Construção de forno catenário

O professor Francisco José Figueiredo apresentou a construção de um forno catenário bi-combustível (lenha e/ou gás).
Primeiro, ele traça as diretrizes para os pedreiros construírem a base de tijolos sobre a qual o forno será apoiado.

Com um molde metálico do arco catenário, ele inicia a construção da abóbada.

A primeira camada é de tijolos isolantes, dispostos pela sua espessura.

O molde é suspenso com tijolos, assim ficará mais fácil removê-lo quando o arco de tijolos estiver concluído. No interior, vê-se a grelha de tijolos ocupando todo o lado direito do piso do forno.

À esquerda, a saída da chaminé começa a ser construída.

O arco catenário é estruturado com tijolos refratários pesados, em forma de cunha.

Esta é uma estrutura que se sustenta por si mesma assim que o molde metálico do arco é removido.
A parede traseira do forno, quase construída.

Estes são os pôsteres expostos pelo professor Francisco Figueiredo.

O Prof. Francisco também fez uma simulação de queima por computador.

A chaminé, que deve ser 1,5 vez a altura da câmara.

Esta é a parede frontal do forno, com a entrada de gás à esquerda e a porta de tijolos removíveis ao centro.

O Professor Francisco Figueiredo e o forno concluído. Este forno atinge 1.100 graus.
Fotos: Luciana Chagas
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